Essa eu soltei na última edição do Jornal MAIS. Troquei ideia com o Wagnão, do Consideração FS de Campo Grande. Fui lá no Campo do Anhanguera pra conhecer as mais de 80 camisas de times de várzea.
Foto: Diego Viñas
Wagner exibe parte da sua coleção no Campo do Anhanguera, Zona Sul de Sampa
Ele contou que começou a juntar do nada, há dois anos. Troca camisa daqui e dali, acabou juntando uma bela coleção.
- A gente divulga todas as quebradas aqui no bairro. O pessoal me para para perguntar de onde é aquele ou esse time que tô vestindo a camisa. E vice versa, né, mano! Quando eu dou a camisa do meu time, acabo divulgando nossa área nos quatro cantos da cidade - disse Wagner.
Depois de juntar tanta camisa, ele jura que, do time dele, ele só tem uma camisa. É mole?
Sim, sim, sim! O que foi um suor para apresentar no TCC foi para os telões da maior referência da história do futebol tupiniquim.
Fotos: Renata Fernandes
Renato Rogenski com a camisa do Treme Terra. Eu com a do Botafogo de Guaianases. Rafael Dantas com a do Consideração de Campo Grande
Na plateia, jornalistas, pesquisadores, curiosos e amantes do futebol. Dos diretores do filme, apenas o Tony Marlon não estava porque curtia projetos na Baixada Santista. Mas estava presente em forças positivas.
Um representante de cada estava por lá. Vanessa Guaglianone, Régis Rogenski e Renata Fernandes. O grupo agradece, de coração, o pessoal do Museu e todos do grupo Memofut, que nos fez esse maravilhoso convite. Estaremos lá sempre que precisarem.
Estive esta semana com Itamar, Mimi e Sérgio (nesta mesma ordem na foto abaixo), dirigentes do Botafogo de Guaianases, na extrema Zona Leste de Sampa.
Fotos: Diego Viñas
Nesse dia de sol, que favoreceu muito pras fotos, fui conhecer a nova sede da rapaziada, que foi inaugurada dia 21 de abril deste ano.
- Aproveitamos e comemoramos os 55 anos do nosso time - esse é Itamar, o presidente da estrela solitária do bairro
Se liga na fachada. Já tem o nome do time, toda personalizada e com o toque especial. As fitinhas verde e amarelo remanescentes da Copa misturadas com as rabiolas da molecada que aproveita as férias de julho pra soltar pipa.
Essa é a primeira parte da sede, a histórica. Ali, o pessoal reuniu os troféus, fotos e recortes de jornais. É o que chamo de Museu do Futebol da várzea. Atenção pessoal do Museu... vamos integrar essa história varzeana aí no Pacaembu, né!?!
A segunda parte não está pronta. Mas o Itamar me levou lá e contou que aqui vai ser uma parte da sede que terá banheiros, um palco para palestras e atividades culturais. Ah é, e vai ter outro andar para criançada jogar um pebolim e o pessoal do time fazer a aquele churrasco na laje. Coisa fina (como diria Itamar). O campo do time fica a mais ou menos 1 quilômetro dali. Acho que até menos. Eles treinam a molecada no campo do CEU Jambeiro. Com direito a bandeira tremulante do time lá no alto. E dá-lhe momento emoção.
- Você está vendo esse campo aí (tô). Era um lago grande. Eu pescava peixe, a maioria lambari. (segura o choro). É... eu garantia a mistura da janta lá em casa - quem me falou foi o sábio de óculos Mimi. Cheio de histórias e contos. Valeu rapaziada do Bota e todos de Guaianases. Ah é, essa história será contada neste sábado (24 de julho) no jornal MAIS. Passa na banca lá pra dá uma 'zoiada'.
E fique com esse aperitivo. O Neto (tá de brrrrrrincadeirrrra) quando jogou pelo Bota num jogo beneficente.
Ainda comemorando o título do 1º Festival de Cinema de Várzea, trago um vídeo da entrega do prêmio e algumas fotos da final, disputada nos gramados do E.C. Estrela D'Alva, clube varzeano do Grajaú, e com enorme espaço no coração deste que vos escreve, visto que, quando fiz minhas primeiras coberturas no terrão, foi lá que comecei a aguçar o ouvido para bons "contos de várzea".
E logo nas primeiras aparições, fui convidado pelo Cris, zagueiro do "Parados", hoje mais conhecido como UTI, do Estrela D'Alva, para, como ele disse: "bater uma bolinha com a gente". Topei no ato, e após a aprovação de Branco e Russão, joguei por mais de seis meses. Consegui até fazer uns golzinhos e colecionei amigos, num ambiente saudável e acolhedor, porém os compromissos profissionais e a distância me afastaram precocemente dos terrões enlameados do "Estrelão". Sim, tomei a liberdade de apelidar o campo do Estrela, de "Estrelão", pela localização geográfica, que traduz literalmente o que é a várzea, já que o campo está numa área seca da represa Billings e a pequena arquibancada nos faz lembrar uma Arena.
Quem conhece o campo sabe que quando chove, adeus futebol. A represa retoma seu espaço e só enxergamos o travessão. O resto fica submerso. Água baixou, bola rolou, caso contrário, semanas se passam para que o lodo seque e permita um jogo de futebol. E quando a paciência é curta, vai assim mesmo. Veja essa foto e o estado que ficamos num domingão pós-chuva que insistimos em jogar.
Kléber e André: lama até o teto e ainda ouviram bronca do técnico "Véio"
Voltando ao título do festival, parabenizo ao Diego Viñas, "formiguinha do terrão", que enxergou a
oportunidade, inscreveu o trabalho e vislumbrou que era possível brigar pelo caneco. Parabéns ao NCA (Núcleo de Comunicação Alternativa) pela importante iniciativa e longa vida às boas ideias.
Taí a resposta de que é possível, basta acreditar!
Sim, estou falando do Contos da Várzea, que deu origem ao este blog que lê... que deu origem a muitos outros projetos, ideias geniais de, primeiro, quatro recém formados jornalistas e, posteriormente, oito verdadeiros repórteres cheios de garra.
Diego (yo), Rafael Dantas, Renato Rogenski e Tony Marlon. Quatro malucos que inventaram inventar. Arriscamos, sem medo. Luis Henrique, Evandro Barbosa, Carlos Petrocilo e Marcio Santos. Outros quatro que, tão loucos quanto a gente, também entraram no terrão.
Ta aí! O resultado disso... ou melhor... o primeiro ainda. Vamos pra cima, porque acreditamos nos contos que existem na várzea. Acreditamos nos contos da várzea.
Fui recebido com muito carinho na casa do Alemão. Sua mãe, seu pai, irmãos, esposa e até seu filho, Arthur, foram incríveis ao me receberam no lar, em plena quinta-feira a noite. Foi ali no cairro do Campo Grande, Zona Sul de São Paulo. Sua mãe, Dona Marlene, disse que sofreu muito quando seu filho estava na Europa: - Deus me perdoe falar isso, mas eu torci para que não desse certo. Meu filho sofreu muito dos 17 aos 25 anos. Passou fome na Europa. Eu gastava todo meu salário ligando todos os dias para ele na Espanha e Itália. Graças a Deus ele hoje está bem - depoimento épico de Dona Marlene.